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Os RAIOS são fenômenos da natureza que desde os
tempos primitivos causam grande aflição nos seres humanos.
Existem muitas crendices em torno dos raios, como exemplo podemos citar
as idéias enganosas de que os raios nunca "caem" 2
vezes no mesmo lugar, que espelhos atraem raios e muitas outras que
já ouvimos falar.
Por se tratar de um fenômeno altamente elétrico, violento
e imprevisível, não existem até o momento mecanismos
que possam prever onde ou quando ele "cairá", e ao
contrário do que muitos pensam, os pára-raios não
atraem e nem evitam que os raios caiam.
Os sistemas de proteção existentes até o momento,
por mais eficientes que sejam, não conseguem garantir 100% de
segurança. O máximo que eles conseguem é minimizar
os danos causados com a queda de raios, criando um mecanismo que os
conduza até o solo de uma forma segura, mas nenhum sistema de
proteção pode impedir por exemplo, que um raio caia sobre
as quinas das edificações e destrua partes das estruturas,
ou devido as interferência eletromagnéticas queime alguns
equipamentos elétricos ou eletrônicos que estejam ao alcance
das ondas eletromagnéticas.
Há 03 formas básicas de sermos atingidos por descargas
atmosféricas. A primeira e mais comum são as descargas
que vêm diretamente das nuvens para a terra, e que podem atingir
edificações, pessoas, animais, árvores etc.; a
segunda são aquelas descargas que "caem" a certa distância
e provocam "ondas" eletromagnéticas que causam a queima
de equipamentos eletro-eletrônicos, assim como pessoas e animais
através da "tensão de passos"; e a terceira
são descargas elétricas que utilizam os cabos elétricos
das concessionárias de energia ou de telefonia (da rua) para
serem conduzidas até "entrarem" nas redes elétricas
ou telefônicas das empresas ou residências, provocando queima
dos equipamentos.
Existem 02 tipos de proteção: o sistema de PROTEÇÃO
DOS EQUIPAMENTOS e o SISTEMA DE PROTEÇÃO PARA AS ESTRUTURAS
DAS EDIFICAÇÕES E PESSOAS (esse último é
obrigatório por LEI).
TIPOS DE PROTEÇÃO
1º) Em uma breve visão abordaremos primeiro a PROTEÇÃO
DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS E ELETRÔNICOS:
Os supressores de surtos (conhecidos como protetores
de linha ou filtros de linha, ou os no-Breaks) servem para proteger
os equipamentos elétricos e eletrônicos dos raios que vêm
pelas redes elétricas ou de telefonia, de interferências
e/ou induções nas linhas de transmissão, estes
são instalados na entrada de energia e de telefonia e em demais
pontos onde hajam equipamentos a serem protegidos. Geralmente nas tomadas
dos equipamentos há o terceiro pino (pino terra) estes devem
estar conectados aos aterramentos, que no caso dos elétricos
e eletrônicos a resistência ôhmica do terra deve ser
a mais baixa possível, normalmente nos manuais que acompanham
os equipamentos os fabricantes especificam os valores ôhmicos
recomendáveis.
2º) Para a PROTEÇÃO DAS ESTRUTURAS E PESSOAS:
Para a execução desse último há 03 tipos
de sistemas mais utilizados que atualmente são os tipo Franklin,
o Eletrogeométrico e a Gaiola de Faraday que podem ser instalados
juntos ou individualmente, dependendo do critério técnico
que será adotado, e servem para proteger as edificações
e as pessoas que estão dentro delas, dos impactos dos raios
que vem direto das nuvens.
A montagem para a instalação desses sistemas consistem
em quatro pontos básicos que são:
CAPTAÇÃO: É constituída de cabos
de cobre instalados sobre o telhado ou cobertura das edificações
e/ou o sistema de captores Tipo Franklin instalado sobre mastros e
tem a função de captar as descargas que caírem
sobre as edificações.
EQUALIZAÇÃO: É a interligação
de todas as massas metálicas ao sistema de pára-raios.
(Ex. antenas, Outdoor, grades, chaminés, escadas, etc.) Ao
contrário do que muitos pensam, a interligação
das antenas ao sistema de pára-raios não interfere em
nada nos sinais das antenas.
DESCIDAS: São cabos de cobre instalados sobre as laterais
da edificação (descem pelas paredes) que conduzem as
descargas até a terra. O dimensionamento e a quantidade de
descidas necessárias variam conforme o tamanho da edificação
e os cálculos das normas técnicas devem ser utilizados
para cada situação.
O sistema de Captação de Descidas também pode
ser executado com fitas de alumínio fixadas rente a parede
em substituição ao cabo de cobre, porque ao contrário
dos que muitos pensam os cabos de cobre não precisam ficar
afastados da parede e os suportes isoladores (roldanas onde passam
os cabos) não servem para isolar o raio do contato direto com
a parede.
ATERRAMENTOS: São hastes de aterramentos cravadas na
terra que tem a função de dissipar as descargas no solo,
no caso do sistema de pára-raios a norma recomenda uma resistência
de terra em torno de 10 ?.
MALHA DE ATERRAMENTO: É constituída
de cabos de cobre circundando todo o perímetro inferior (solo)
da edificação, esta última serve para dissipar
uniformemente as descargas que ocasionalmente caem sobre o sistema de
pára-raios, como também para proteger as estruturas de
descargas que "caem" a certa distância e ocasionam induções
eletromagnéticas que geralmente provocam as queimas dos equipamentos.
(Para a instalação da MALHA é necessário
que haja condições técnicas para a execução
da mesma).
Após a instalação da MALHA todos
os equipamentos devem ser aterrados a essa malha.
Após a instalação do sistema de pára-raios
para a edificação e do sistema de proteção
para os equipamentos, todos deverão ser interligados ao sistema
de aterramento e da malha para a equalização de potencial
do terra.
Todos os sistemas de proteção deverão ser vistoriados
e efetuada as medições ôhmicas dos aterramentos
"anualmente", ou antes de completar 01 ano caso ocorra a queda
de raios. Essa vistoria será necessária para verificar
se o sistema não sofreu nenhum dano com a queda do raio e se
as peças que o compõem estão em bom estado de conservação,
garantindo assim o seu bom funcionamento.
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